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A cada dia, 18 pessoas desaparecem no Paraná

Por kazafm  ·  📅 2026-07-28 05:57:31  ·  👁 1 visitas
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A cada dia, 18 pessoas desaparecem no Paraná

A cada dia, 18 pessoas desaparecem no Paraná. Assim foi nos últimos dois anos (2024 e 2025), período no qual 13.051 desaparecimentos foram registrados no estado, revelam dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. E no último final de semana, um caso de grande repercussão aconteceu. Foi no domingo (26 de julho), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde sumiu uma criança autista de apenas cinco anos de idade. Corpo de Bombeiros e Polícia Civil já atuam no caso, mas até agora não há qualquer informação sobre o paradeiro do menino.

De acordo com os dados divulgados na última semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Paraná é a quarta unidade da federação que mais registra desaparecimentos. Foram 13.051 registros nos últimos dois anos, com 6.547 casos em 2024 e outros 6.504 em 2025. Em todo o país, apenas São Paulo (com 36.643), Minas Gerais (16.093) e Rio Grande do Sul (15.767) anotaram mais ocorrências do tipo. Já em todo o país, houve 165.309 casos nos dois anos, com 84.269 registros só no ano passado – uma alta de 3,6% em relação ao período anterior.

Além disso, dados do cadastro de pessoas desaparecidas da Polícia Civil do Paraná (PCPR) indicam que, atualmente, há 6.435 pessoas desaparecidas no estado. São 31 crianças nessa situação, além de 6.404 adultos. Só na última semana, entre os dias 21 e 27 de julho, incluiu-se 24 nomes no sistema oficial, que pode ser consultado no site www.desaparecidos.pr.gov.br.

Criança avisa mãe que vai ao banheiro e desaparece

O menino João Gabriel Ferreira dos Santos, de apenas cinco anos e idade, desapareceu na manhã do último domingo (26 de julho). Ele mora na localidade de Campo Redondo, em Araucária, e sumiu após avisar a mãe que iria ao banheiro, localizado na área externa da residência onde a família vive.

Depois do menino, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal, desaparecer, a família ainda realizou buscar por ele por cerca de uma hora. Como não encontraram, decidiram acionar as autoridades.

Ainda na manhã de ontem, então, o Corpo de Bombeiros passou a atuar nas buscas, que seguiram inclusive durante a noite. Além de bombeiros militares, voluntários e equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal atuam na força-tarefa, que reúne cerca de 150 pessoas e está empregando drones com câmera termal, mergulho técnico, dois binômios de busca com cães, a aeronave Arcanjo 01, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, e a aeronave Falcão 08, da Polícia Militar do Paraná, além de 10 viaturas.

As buscas, no entanto, não são fáceis. Isso porque João Gabriel morava com a família numa propriedade onde os pais trabalhavam como caseiros. Ou seja, trata-se de uma região predominantemente agrícola, com vegetação densa, áreas de mata fechada e diversos tanques e açudes. Fatores que acabam por aumentar a complexidade dos trabalhos de busca.

Polícia Civil investiga desaparecimento e internautas são “convocados” a ajudar

A Polícia Civil informou na tarde desta segunda-feira que abriu uma investigação para apurar o desaparecimento do menino João Gabriel. De acordo com a corporação, os responsáveis pela criança prestaram depoimento ontem e também coletou-se imagens de câmeras de segurança para esclarecer o caso.

“Com o apoio de outras forças de segurança, a PCPR segue as buscas. A população pode contribuir com informações que levem à localização do desaparecido. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, 181, do Disque-Denúncia ou diretamente na unidade policial mais próxima”, destacou ainda a PCPR, por meio de nota.

Além disso, o desaparecimento de João Gabriel também entrou no sistema nacional Amber Alert. A ferramenta notifica sobre o desaparecimento usuários de redes sociais como o Instagram e o Facebook que estão em um raio de 160 quilômetros onde viu-se pela última vez a criança ou adolescente.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ferramenta informa à população local sobre o desaparecimento e também pede auxílio nas buscas. Quando desapareceu, João Gabriel usava uma camiseta de uma escola de Londrina, cidade onde a família morava até pouco tempo atrás, antes de se mudar para Araucária. Além disso, ele também vestia uma calça azul-escura.

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