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Como Dorival Júnior foi de período sabático a opção número 1 da CBF para a seleção brasileira masculina

Por kazafm  ·  📅 2024-01-06 10:51:45  ·  👁 80 visitas
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Como Dorival Júnior foi de período sabático a opção número 1 da CBF para a seleção brasileira masculina

Se acertar com a CBF para assumir a seleção brasileira no lugar de Fernando Diniz, Dorival Júnior irá substituir o técnico, demitido nesta sexta por Ednaldo Rodrigues, pela primeira vez. Mas poderia ser a segunda, não tivesse o paranaense de 61 anos descartado uma sondagem do Fluminense, feita em 2019. Aquele, aliás, é um momento-chave em sua trajetória.

Quando foi procurado pelo tricolor carioca, que havia acabado de demitir Diniz, Dorival havia descoberto um câncer na próstata. Ali, foi obrigado a pausar a carreira. Como nunca havia feito até então.

Desde 2003, quando deixou o cargo de gerente de futebol do Figueirense para trabalhar na beira do campo pelo próprio clube (um ano antes já havia tido uma passagem rápida como técnico da Ferroviária-SP), até 2018, Dorival acumulou 21 trabalhos. Alguns curtos, como quando foi demitido do Juventude após quatro jogos, em 2005. Outros duradouros, como os quase dois anos à frente do Santos, entre 2015 e 2017.

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O câncer o fez não aceitar nenhum compromisso em 2019. Assumiu o Athletico, no conturbado ano de 2020. Contraiu Covid e, quando voltou, o time estava há três jogos sem vencer. Ao perder o quarto, foi demitido. Era agosto e, em meio a problemas na vida pessoal, optou por parar de novo.

Um ano e sete meses depois, iniciou o que seria uma rápida, mas importante passagem pelo Ceará. Pode-se dizer que ali começou uma segunda etapa da carreira do treinador.

— Acho que o que eu mais fiz da minha vida, foi ver e analisar futebol nesses últimos meses. Porque eu acho que faz parte. É o que eu sempre fiz e faço com muito prazer. E acredito que tenha intensificado um pouco mais ou desenvolvido mais essa condição de análise. Para mim foi importante — disse o treinador durante sua apresentação no clube cearense.

Desde a sequência de trabalhos entre 2007 e 2010, Dorival era considerado um dos principais técnicos do país. No primeiro ano, foi vice paulista com o São Caetano e quinto colocado do Brasileiro com o Cruzeiro. Em 2009, venceu a Série B com o Vasco. E, no ano seguinte, comandou o Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso nas conquistas do Paulista e da Copa do Brasil. Mas, depois, algumas escolhas erradas o fizeram alternar bons e maus resultados e geraram a impressão de que tinha atingido o teto.

Até que veio o retorno do período sabático. Embora curta, a passagem pelo Ceará foi suficiente para chamar a atenção do Flamengo, que vivia mais uma de suas crises. Sob seu comando o time reencontrou o caminho das vitórias e foi campeão tanto da Copa do Brasil quanto da Libertadores. Após a polêmica dispensa do rubro-negro, ganhou nova oportunidade no São Paulo, onde não fez bom Brasileiro, mas faturou pelo segundo ano seguido o torneio de mata-mata nacional.

Além das conquistas, estes trabalhos de Dorival se notabilizaram pela forma como ele recuperou equipes em crise sem promover reformulações drásticas. A ponto de serem chamados pelas torcidas de “feijão com arroz”. O que é injusto, pois ignora o trabalho por trás para fazê-los funcionar: como ele consegue explorar as principais características de cada jogador e os utiliza da melhor forma para o time. Mas ao mesmo tempo compreensível, dado que joga num 4-4-2 clássico (ou numa variante dele), em tempos de maior diversidade tática pelos campos.


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