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Com tempestades em destaque, Defesa Civil vê ocorrências quase dobrarem no Paraná

Por kazafm  ·  📅 2026-09-16 05:54:48  ·  👁 0 visitas
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Com tempestades em destaque, Defesa Civil vê ocorrências quase dobrarem no Paraná

 ano de 2026 está sendo de tormentas em série no Paraná. É o que revelam dados da Defesa Civil Estadual, os quais apontam que neste ano dois desastres foram registrados no estado a cada dia, em média. Para se ter uma dimensão do que isso representa, o número de ocorrências deste ano já está perto de igualar o total de registros ao longo do ano passado inteiro.


Conforme os registros oficiais, em 2026, do dia 1º de janeiro até ontem, 510 ocorrências foram registradas no Paraná. São situações como vendavais, chuva de granizo, chuvas intensas, estiagem, deslizamentos, algamentos, inundações, acidentes no transporte de produtos perigosos rodoviários e enxurradas, entre outros.


Em 2025, no mesmo período do ano, haviam sido anotados 264 registros. Ou seja, houve um aumento de 93,2% nas ocorrências em 2026 em relação ao ano passado. Além disso, o número de casos neste ano já se aproxima do total de ocorrências em todo o ano anterior: 574.


Com as ocorrências em alta, também cresceu o número de municípios atingidos e de pessoas afetadas. Eram 147 e 148.322 em 2025 (de janeiro a setembro), respectivamente. Já agora, 231 das 399 cidades paranaenses foram atingidas, com 215.720 pessoas afetadas.


Só houve queda no número de óbitos nesses desastres: 18 no ano passado e 7 neste ano. Uma redução que se explica, principalmente, porque um dos casos que a Defesa Civil atendeu em 2025 foi a explosão na empresa Enaex Brasil, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No episódio, ocorrido em agosto, nove trabalhadores morreram.


Deslizamentos

Trechos de rodovias no Vale do Ribeira são liberados aos poucos

A Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) restabeleceram, ontem, o tráfego de veículos na PR-340, mantendo a circulação com restrições na PR-092, ambas no Vale do Ribeira. As duas rodovias foram atingidas por fortes chuvas que provocaram quedas de barreiras, deslizamentos de terra e acúmulo de árvores nas pistas. Apesar da liberação das vias, a orientação é que os motoristas trafeguem com velocidade reduzida e atenção redobrada.


PR-092 (Rio Branco do Sul – Cerro Azul): A rodovia permanece trafegável, porém registra mais de 50 ocorrências ao longo do trecho, com diversos pontos fluindo em meia pista. O segmento mais crítico está concentrado entre os quilômetros 70 e 74. No km 70+200, técnicos já iniciaram levantamentos topográficos para avaliar o comprometimento do talude e definir as obras definitivas.


PR-340 (Tunas do Paraná – Cerro Azul): A circulação de veículos leves foi totalmente restabelecida após a concentração de frentes de trabalho e de profissionais de diversas áreas. O trecho possui 15 pontos críticos. Em dois locais não há condições seguras para a passagem de veículos pesados.


Tempestades são maioria das ocorrências

As tempestades, apontam ainda os dados da Defesa Civil paranaense, são responsáveis pela maior parte das ocorrências no Paraná em 2026. E dentro dessa categoria estão situações como vendavais, chuva de granizo, chuvas intensas, tornados e tempestade de raios.


Anotaram-se 312 situações desse tipo ao longo do ano, com 191 municípios atingidos e 81.993 pessoas afetadas. São 206 casos de vendaval; 17 de chuvas intensas; 79 casos com granizo; duas tempestades de raios; e oito tornados.


Desde a última quarta-feira (9), inclusive, chuvas intensas têm causado problemas diversos no Paraná. O boletim mais recente da Defesa Civil, divulgado na tarde de onte, fala em 86 ocorrências em 84 municípios, com 23.718 pessoas afetadas. Dessas, 2.206 estão desalojadas e 6111 desabrigadas. Além disso, três pessoas morreram, 3.544 casas foram danificadas e 20 residências acabaram destruídas.


Previsão de mais desastres até o fim do ano

O período mais quente do ano é aquele com mais desastres ambientais. No ano passado, registraram-se 264 ocorrências de 1º de janeiro a 15 de outubro. Já de 16 de outubro a 31 de dezembro, a Defesa Civil anotou outras 310 ocorrências, totalizando os 574 registros naquele ano.


Para 2026, as previsões são ainda mais preocupantes. De acordo com nota técnica do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Parana (Simepar), o El Niño deve atingir intensidade muito forte a partir de outubro deste ano, assim permanecendo até janeiro de 2027 e com seus efeitos se estendendo pelo menos até o final do verão de 2026/2027. “Aumenta o risco de desastres hidrológicos e tempestades severas”, alerta o Simepar.


No Paraná, isso se traduz em riscos de tempestades severas, inundações, enxurradas e saturação do solo e movimentos de massa. Os impactos esperados envolvem chuva acima da média climatológica em todo o estado, com a ocorrência de precipitações volumosas em curto período de tempo (até poucos dias). Além disso, também prevê-se mais temporais severos com ventos fortes, a maior incidência de queda de granizo e também de raios

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