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Simepar diz que estragos em cidades do Paraná não foram causados por tornados

Por kazafm  ·  📅 2026-10-01 05:58:57  ·  👁 1 visitas
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Simepar diz que estragos em cidades do Paraná não foram causados por tornados

A tempestades severas acompanhadas por fortes rajadas de vento nesta terça-feira (29) deixaram rastros de destruição em municípios de diferentes regiões do Paraná. Os locais mais atingidos foram Toledo, Altamira do Paraná, Ivaiporã, Umuarama e Piraí do Sul.

Os fenômenos, no entanto, não foram classificados como tornados, segundo análises realizadas por equipes do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

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O Simepar afirmou que foram analisadas imagens de radar e satélite referentes aos locais e horários das ocorrências. Em nenhum dos casos, até o momento, foi verificado indício de tornado.

O que causou tanto estrago?

Conforme explicação do Simepar, uma linha de instabilidade atravessou o Paraná a partir da tarde de terça e fortes rajadas de vento e precipitações de granizo atingiram várias cidades paranaenses durante a passagem de uma frente fria, até o início da madrugada desta quarta-feira (30).

As rajadas de vento ultrapassaram os 100 km nas estações meteorológicas do Simepar que ficam em Santa Maria do Oeste (105,12 km/h às 17h15) e Umuarama (101,5 km/h às 16h).

Além dos estragos em Toledo, que teve o aeroporto da cidade destruído pelo vento, uma morte foi registrada em Umuarama, no Noroeste do Paraná. 

Como o Simepar analisa ocorrência de tornados

Assim que recebem as primeiras imagens e relatos da Defesa Civil e da população, os meteorologistas validam as informações através das imagens do radar meteorológico e de satélite, podendo ou não confirmar a ocorrência de um tornado, avaliando a consistência das evidências com a ocorrência do fenômeno.

Outros fenômenos também podem causar danos, e esta etapa é fundamental para diferenciar um tornado de outras ocorrências. No caso de ventos associados a correntes descendentes, como os produzidos por downbursts ou pela região de saída da corrente descendente de retaguarda (RFD) de uma supercélula, o padrão de danos tende a apresentar componente predominantemente divergente ou orientado de maneira semelhante, enquanto danos tornádicos frequentemente apresentam convergência e mudanças espaciais na orientação dos danos.

Um tornado pode ser classificado como mais ou menos intenso a partir da análise dos danos produzidos. Essa avaliação considera diferentes indicadores de dano e o grau de dano observado em cada indicador, levando em conta características como o tipo de estrutura ou objeto atingido, suas dimensões, condições construtivas, resistência, ancoragem e estado prévio, além das características físicas e biológicas no caso da vegetação.

São avaliados, entre outros elementos, danos em árvores, edificações, estruturas de concreto e metálicas, postes e torres, bem como objetos arremessados ou deslocados. A classificação não é determinada por um dano isolado, mas pela análise conjunta dos indicadores e do padrão espacial dos danos.

Para compreender em detalhe os danos e determinar a trajetória do tornado, além de seu diâmetro e intensidade, os meteorologistas realizam levantamentos de campo, conversando com moradores e analisando, registrando e georreferenciando in loco os danos registrados pelo fenômeno.

Também são utilizados mapeamentos aéreos realizados com drones equipados com sensores de alta resolução e, dependendo da necessidade, com aviões ou helicópteros para aerolevantamentos. Além disso, são realizadas comparações de imagens de satélite obtidas antes e depois das ocorrências, incluindo a análise da diferença do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI).

Os tornados são fenômenos extremamente concentrados. Eles geralmente se originam de tempestades severas, especialmente supercélulas, que possuem uma região de rotação interna, denominada de mesociclone. O tornado se forma quando essa rotação se intensifica e se estende até o solo.

Embora seus ventos possam superar os de um furacão, os tornados têm dimensões muito reduzidas — normalmente centenas de metros a poucos quilômetros — e duram poucos minutos. Justamente por isso, a previsão de um tornado é incerta em escalas espaciais e temporais muito pequenas.

Com antecedência de algumas horas, é possível identificar ambientes favoráveis à ocorrência de tempestades severas com potencial tornádico; entretanto, determinar se uma tempestade específica produzirá um tornado, e exatamente onde isso ocorrerá, depende do monitoramento em tempo real.

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