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Ano começa mais quente e com mais incêndios no Paraná

Por kazafm  ·  📅 2024-01-23 08:16:48  ·  👁 70 visitas
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Ano começa mais quente e com mais incêndios no Paraná

A cada dia, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná atende 13 ocorrências envolvendo incêndios em edificações. Pelo menos assim tem sido neste começo de 2024, com os bombeiros registrando 291 casos de incêndio em imóveis de todo o estado ao longo dos 22 primeiros dias do ano.

Os números, levantados através do Sistema de Estatística de Ocorrências do Corpo de Bombeiros do Paraná (SYSBM), apontam ainda para uma alta nos registros na comparação com o mesmo período de anos anteriores.

A alta coincide também com um ano em que as temperaturas neste início de ano estão nas alturas. Desde o final de 2023 as marcas vem sendo batidas no Estado. Mas isso não quer dizer que o aumento das temperaturas estão ligadas aos casos de incêndio.

Somente no último final de semana, por exemplo, dois casos graves ocorreram no Paraná. No sábado (20), uma casa foi totalmente destruída numa estrada rural de Paranavaí, no noroeste do estado. Quando os bombeiros chegaram ao local, o telhado da residência já havia desabado e o fogo havia atingido todos os cômodos da residência.

Já na madrugada de domingo, em Foz do Iguaçu, no oeste paranaense, sete pacientes tiveram de ser transferidos para o Hospital Municipal Padre Germano Lauck após um incêndio na Central de Material Esterelizado (CME) do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC).

Felizmente, nenhuma das duas situações deixou feridos. Mas ocorrências desse tipo estão mais frequentes do que em anos anteriores.

Em 2024, como já citado, 291 casos de incêndio em edificação foram atendidos pelos bombeiros entre os dias 1º e 22 de janeiro. No ano anterior, nesse mesmo período, haviam 240 registros. Ou seja, houve um aumento de 21,3% nas ocorrências neste ano na comparação com 2023. Mas os números de 2024 superam também os registros de 2022 (247 casos) e 2021 (223), ficando atrás apenas do total de ocorrências registradas no começo de 2020 (309).

Para além dos prejuízos materiais, contudo, essas ocorrências podem provocar também verdadeiras tragédias. Prova disso é que só em 2024 quatro pessoas já faleceram por conta de incêndios em edificação.

Bombeiros apontam ‘desinteresse’ pela proteção contra incêndios

O Brasil encerrou o ano de 2023 com crescimento no registro de notícias envolvendo incêndios estruturais. É o que aponta levantamento do Instituto Sprinkler Brasil (ISB), organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios, o Instituto conseguiu capturar 2.222 ocorrências de incêndios estruturais em 12 meses, com alta de 8,9% ante o ano anterior, quando foram registradas 2.044 notícias.

Os números representam uma pequena queda em comparação com 2021 (2.301 ocorrências) e um grande aumento em relação a 2020, quando foram capturadas 1.244 reportagens. “Encerramos 2023 com as ocorrências de incêndio ainda em crescimento. Tudo isso continua acontecendo em função de problemas em edificações, com exemplos nas indústrias, shoppings, hospitais e outros locais. Muitas vezes esses incêndios acontecem por problemas de qualidade de equipamento, falta de manutenção, erros de projetos e de instalação, problemas de treinamento da mão de obra. O que notamos é que também há um desinteresse dos proprietários pela proteção contra incêndio, fazendo somente o mínimo necessário para ser aprovado pelos bombeiros”, relata Marcelo Lima, consultor do ISB.

Os sinistros contabilizados são os chamados “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que poderiam ter sido contornados com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros.

O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.

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