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COP 28 termina com avanço sobre transição energética, mas exclui eliminação dos combustíveis fósseis

Por jlucyo  ·  📅 2023-12-13 08:21:39  ·  👁 97 visitas
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COP 28 termina com avanço sobre transição energética, mas exclui eliminação dos combustíveis fósseis
A 28ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, terminou nesta quarta-feira (13) com a última versão do acordo negociado entre 195 países. Pela primeira vez, os países concordaram em um acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis. No entanto, o documento não cita a eliminação de combustíveis fósseis — ideia que não agradou os ambientalistas.

O novo texto propõe que um avanço na transição energética, mas deixa de fora a expressão "phase out", que seria usada no sentido de eliminar os combustíveis fósseis, principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta — ideia que não agradou os ambientalistas.

O acordo diz especificamente que os países devem fazer a transição dos combustíveis fósseis até 2050, data estipulada pela ONU para não ter mais emissões de gases de efeito estufa. Porém, não especifica como a mudança deve ser feita e quais recursos financeiros serão utilizados.

Além disso, propõe que seja triplicada a capacidade de energia renovável a nível mundial até 2030. A medida visa reduzir a utilização de carvão, ao mesmo tempo que busca acelerar o uso de tecnologias para captura e armazenamento de carbono.

Agora, os países são responsáveis por cumprir os acordos através de políticas e investimentos nacionais.Ao longo da conferência do clima, mais de 100 países tentaram fazer um lobby para eliminar gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão. Incluindo regiões conhecidas como SID, ou pequenos estados insulares em desenvolvimento, que, na prática, são mais vulneráveis ​​aos impactos das mudanças climáticas e aos desastres naturais.

O grupo contou com o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como os Estados Unidos, o Canadá e a Noruega, juntamente com o bloco da União Europeia (UE) e vários outros governos.

Porém, encontraram forte oposição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderado pela Arábia Saudita, que argumentou que o mundo pode reduzir emissões sem evitar a eliminação de combustíveis específicos.O grupo controla quase 80% das reservas de petróleo do mundo — e os seus governos dependem fortemente dessas receitas.
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