O verão está chegando! A estação mais quente do ano terá início no próximo dia 22 (uma sexta-feira), uma época marcada pelo período de férias e por viagens, com muita gente buscando um refresco na beira do mar. Mas na hora de se divertir também é preciso tomar alguns cuidados. E a prova disso é que, no Paraná, mais de 80% das ocorrências de afogamento se concentram entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
De acordo com informações extraídas do Sistema de Estatística de Ocorrências do Corpo de Bombeiros do Paraná (SYSBM), nos últimos dois anos (2021 e 2022) um total de 1.867 ocorrências de afogamento foram registradas no estado. Os meses com mais casos anotados foram no período foram, na ordem, janeiro (605 registros, ou 32,4% do total), dezembro (589, ou 31,6%) e fevereiro (361, ou 19,3%).
Ou seja, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro concentraram 83,3% do total de ocorrências de afogamento no Paraná nos últimos dois anos.
Já em 2023, conforme o levantamento, até o dia 12 de dezembro foram registrados 793 afogamentos em todo o estado, valor consideravelmente superior ao registrado no mesmo período dos dois anos anteriores. A tendência, no entanto, é que esse número ainda cresça expressivamente nas próximas semanas, com as festas de fim de ano, o “êxodo” para as praias do Paraná e o início da Operação Verão, no dia 26 de dezembro (se estendendo até 4 de fevereiro do próximo ano).
Em 2022, por exemplo, foram registrados 706 afogamentos até o dia 12 de dezembro. 19 dias depois, ao final do ano, o número já havia subido para 1.004 registros. Em 2021, o cenário foi parecido: houve 635 ocorrências até o dia 12 do último mês do ano, mas ao final de dezembro já haviam sido contabilizadas 863 ocorrências em todo o ano.
Ontem, inclusive, uma tragédia foi registrada no litoral paranaense. Próximo ao farol da Ilha do Mel, um grupo de pessoas acabou se afogando e teve de ser resgatada da água. Entre as vítimas estava uma criança de apenas 10 anos, que chegou a ser socorrida pelo Falcão 13 do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), mas não resistiu e acabou falecendo.
Só neste ano, 76 pessoas já faleceram em decorrências de afogamentos no Paraná. O número, contudo, ainda é inferior ao total de mortes registradas nesse tipo de situação em 2022 (101 mortes) e 2021 (98 mortes).
Devido às altas temperaturas registradas em Curitiba recentemente e com a proximidade do verão, a Prefeitura de Curitiba alerta a população que é proibido nadar e pescar nos lagos dos parques e bosques da cidade.
“Com essas ondas muito fortes de calor, acabamos encontrando algumas pessoas nadando nos nossos lagos. Esse tipo de prática pode levar até ao óbito, por isso a proibição. Os nossos parques também são Unidades de Conservação, então são protegidos pela legislação”, explica a gerente de Manutenção dos Parques e Áreas Verdes, Walquiria Pizatto.
A gerente afirma que, por não serem espaços próprios para nadar, os lagos não têm estrutura para as atividades aquáticas. Além disso, completa Walquiria, esses espaços também não contam com acompanhamento profissional ou um salva-vidas, o que torna essa prática muito perigosa.