Os indicadores da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) demonstram que a população paranaense tem abraçado a doação de sangue, com um crescimento consistente no número de doações nos últimos anos, o que também reforça a importância de manter esse ritmo.
O balanço oficial aponta que, em 2023, o Paraná contabilizou 187.128 bolsas de sangue coletadas. O número saltou para 203.925 em 2024 e alcançou a marca de 214.377 bolsas em 2025 – um aumento de quase 15% em relação a 2023. Na parcial do ano de 2026, contabilizada até 25 de agosto, a hemorrede já registra a entrada de mais de 142.318 bolsas.
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O Paraná tem estatísticas acima da média nacional. Por exemplo, 2 a cada 100 habitantes são cadastrados como doadores. A média nacional fica na casa de 1% e 1,8%.
Constância
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), pertencente à Sesa, reforça que a doação de sangue não deve ser motivada apenas por situações de emergência. Para manter a estabilidade da rede estadual, a instituição ressalta um pilar fundamental: a constância.
O objetivo é incentivar o retorno de doadores frequentes, mas que, por algum motivo, não compareceram às unidades nos últimos meses.
Atualmente, a atenção diária das equipes segue voltada para a reposição dos tipos O negativo (O-) e O positivo (O+), mas doadores de todos os tipos sanguíneos (A, B e AB, sejam positivos ou negativos) são sempre bem-vindos nas unidades.
A importância da tipagem “O” se dá por sua ampla abrangência transfusional. O sangue O positivo é o mais comum entre a população e precisa de alto volume para a reposição de rotina nos hospitais. Já o sangue O negativo, conhecido como “doador universal” (por possuir fator Rh negativo), pode ser transfundido para pacientes de qualquer grupo sanguíneo em situações onde não há tempo para verificar a tipagem antes da transfusão.
Como não há um cenário de estoque crítico, a estratégia é atuar de forma preventiva. O Hemepar opera de maneira integrada: quando uma determinada unidade registra baixa em seu estoque local, outras unidades da rede fazem o remanejamento logístico de bolsas para suprir a demanda daquela região. Esse modelo garante o suporte vital ininterrupto, mas sua eficácia depende da chegada diária e regular de novas doações.
Onde doar
As doações podem ser feitas em qualquer uma das 23 unidades da Hemorrede Paranaense, distribuídas estrategicamente para facilitar o acesso dos voluntários em todas as macrorregiões do Estado. O atendimento engloba mais de 380 hospitais públicos e filantrópicos paranaenses.
Além do Hemocentro Coordenador, localizado em Curitiba, a estrutura conta com Hemocentros Regionais, Hemonúcleos e Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs). A rede mantém Hemonúcleos ativos nos municípios de Ponta Grossa, Cascavel, Londrina, Maringá, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Umuarama, Apucarana, Paranaguá, Toledo, Paranavaí, Telêmaco Borba, União da Vitória e Jacarezinho.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos, estar bem de saúde e apresentar um documento de identidade oficial com foto. Jovens menores de 18 anos precisam estar acompanhados de um responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses (máximo de quatro vezes ao ano) e mulheres a cada três meses (máximo de três vezes ao ano).
Para evitar filas e organizar o fluxo de atendimento, a Sesa orienta que a doação seja agendada com antecedência.